Tenho três filhos maravilhosos. Ser mãe é um estado de graça, é oportunidade para vencer barreiras, romper preconceitos e lapidar o ser. É reflexo da alma que respira a essência da vida.
A condição de maternidade é livre de qualquer padrão, de qualquer critério imposto pela sociedade, pois os filhos são aceitos na sua totalidade, na sua integral condição de vida e independe de como eles vão agir, pensar, de sua profissão, suas escolhas, dos caminhos que irão trilhar, se seu sexo é de homem ou de mulher.
Sei que sou mãe e cumpro esse papel com amor, carinho e respeito. A homossexualidade de minha filha mais velha me faz sentir e pensar que sou privilegiada, como mãe de alguém especial, que trás no íntimo de seu ser uma alma feminina capaz de amar e de doar-se inteiramente ao outro. Minha filha simplesmente ama e no âmago de seu ser não importa que sua namorada é alguém do mesmo sexo, mas alguém capaz de retribuir seu afeto.
O sofrimento vem de fora, quando se depara com a intolerância e, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar. Mas uma mãe guerreira luta pela felicidade de seus filhos, mesmo que para alcançar esse ideal ela tenha que gritar para a sociedade: “Meu filho é gay, mas ama e é amado, nada mais importa”.