Com apenas um mês no ar, o site do Armário X (www.armariox.com.br), projeto educacional e sem fins lucrativos, foi visitado por 23.346 pessoas (visitantes únicos) no período entre 25 de maio a 25 de junho.
Uma das áreas mais visualizadas no primeiro mês de vida do site foi a de sexualidade. "Em seguida, vieram as seção Como Assumir, Depoimentos de Filhos e também Links de Blogs e Sites Pessoais", aponta Washington Calegari, um dos jornalistas do projeto.
Outra página muito requisitada foi a referente aos vídeos. Nela, o internauta encontra depoimento de mães de homossexuais, reportagens e até mesmo vídeos educacionais. O depoimento em vídeo de Érika Gomes, mãe do Sillas Gomes, por exemplo, foi assistido por 1.340 pessoas neste primeiro mês. Segundo Fabrício Viana, idealizador do projeto, "este numero provavelmente é ainda maior e pode até duplicar, sendo que alguns vídeos estão dentro dos servidores do MixBrasil, um grande parceiro, a cujos estatísticas não temos acesso”. Ele diz que muitos pais também acessam o site e ficam surpresos com o conteúdo direcionado a eles, como um “Guia para mães e pais de homossexuais”, criado pelo psicólogo João Pedrosa.
Com o objetivo de "ajudar as pessoas a saírem do armário", o site também reconhece suas limitações. "Nós ajudamos até certo ponto, quando surgem problemas mais individuais e pessoais, temos a nossa lista de discussão, na qual os interessados se cadastram e trocam informações com outros internautas, promovendo uma espécie de ajuda mútua", explica Erik Galdino, responsável pela lista de discussão Armário X. Galdino diz que a lista possui 196 membros ativos e que as discussões são muito proveitosas. "Realmente funciona e muita gente está se beneficiando com isso", completa com orgulho.
O site, financiado pelos seus membros, irá dentro de um mês lançar cotas de patrocínio para poder prover suas neecessidades, já que possuem custos mensais de servidor e outros trabalhos que pretendem realizar. "Nosso público alvo é o público heterossexual, afinal, no meio deles é que encontramos as pessoas que 'se descobrem' homossexual e não têm com quem conversar ou receber maiores informações sobre o assunto”, acrescenta Viana. “Queremos distribuir cartazes do site em escolas públicas, bibliotecas e outros centros de referência em vários Estados brasileiros. E tudo isso tem um custo. Com as cotas de patrocínio, poderemos promover o site mais amplamente e ajudar as pessoas que realmente precisam de tais informações", completa.