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O Assalto
Restreou no Mesanino do Teatro Oficina, na Bela Vista, a nova montagem de “O Assalto”, do dramaturgo Zé Vicente, uma das mais polêmicas e premiadas peças das décadas de 1960 e 70. Haroldo Ferrari interpreta o bancário que, após o expediente, assedia o faxineiro do banco (vivido por Fransérgio Araújo), homem casado que costuma fazer programas com outros homens para ganhar dinheiro.
Na nova versão, o diretor Marcelo Drummond acrescenta sua visão pessoal daquilo que o próprio Zé Vicente aponta como eixo central da montagem: o embate entra a esquerda, encarnada pelo faxineiro, e a direita, pelo bancário, tema caro à época em que o texto foi escrito. Mas, para além desse embate a atualidade de “O Assalto” reside muito mais mas no aspecto humano do texto. “Mais importante, hoje, é a poesia do Zé Vicente, envolvendo duas pessoas diferentes e assuntos como o assédio sexual e a homossexualidade”, destaca o diretor.
"Eu procurei reforçar a religião bancária, como se o dinheiro fosse algo sagrado", observa Drummond. "E também dar destaque à situação claustrofóbica que envolve os personagens e ao caráter existencial de uma pessoa assumindo sua homossexualidade, assim como de um homem casado que tem suas transas com homens."
O Assalto
Texto: José Vicente de Paula
Direção: Marcelo Drummond
Elenco: Haroldo Ferrari e Fransérgio Araújo
Teatro Oficina - Mesanino (Rua Jaceguai, 520, Bela Vista, São Paulo. Telefone: (11) 3106-2818). 50 lugares. Sextas, 24h, sábados e domingos, 21h.
Ingressos: R$ 20
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