Homossexualidade
Homossexualismo & Homossexualidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Homossexualidade

Referências

homossexualidade
homossexualismo
saindo do armário
sair do armário
fora do armário
se assumir
cura da homossexualidade

 
 

Acabou? Não, está apenas começando..

Por Wó Calegari

Sabe quando você acorda e se pergunta onde foi parar tudo aquilo que existia dentro e fora de você no dia anterior? Quando tudo aquilo em que você acreditava desaba sem que você tivesse a chance de evitar a queda? Quando o sonho de ontem se transformou no pesadelo de hoje?

Provavelmente você já teve essas sensações alguma vez na sua vida quando terminou algum relacionamento - especialmente quando terminaram com você. É inevitável, acontece com todo mundo, mas, quando a pedra cai no nosso próprio telhado, ficamos com medo de que as telhas se quebrem e nasce uma interrogação bem no meio da cara: por quê? Quando um relacionamento acaba pela decisão apenas de um dos parceiros, é comum a parte que foi deixada ficar se perguntando onde foi que errou. Mas o que ocorre muitas vezes é que não houve, necessariamente, um erro.

O fato: o relacionamento acabou. A especulação: "Será que eu fiz alguma coisa errada?" A auto-estima: "Nossa, eu não sirvo para ninguém mesmo". Este é o ponto. Com conhecimento de causa, posso afirmar: é impossível falar em superar uma desilusão sem falar em auto-estima. Para aqueles românticos que acreditam em relacionamentos, é um comportamento natural jogar-se nos braços do parceiro, envolvido pelo clima de paixão, e depositar expectativas imensas na realização de um conto de fadas. E, nesse caminho, não raro o romântico se esquece de cuidar de si mesmo, de se valorizar como ser humano, de viver outros aspectos de sua vida.

Minha psicóloga (não, psicóloga não é coisa de louco), Doralice, já diz: o tamanho do seu tombo vai ser do tamanho da sua expectativa. Não quero deixar uma visão pessimista sobre os relacionamentos românticos, até porque sou um romântico, mas quero, sim, dizer que criar expectativas em excesso e voltar-se apenas ao parceiro é uma conduta que contribui pouco para um relacionamento harmonioso entre dois seres humanos inteiros.

Masturbação mental

Mesmo ficando com cara de tacho ao terminar um relacionamento, sem entender os porquês, tente ouvir o que o parceiro tem a dizer - antes de procurar pêlos em casa de ovo e enxergar os defeitos em você. Não faça masturbação mental, como diz minha querida Doralice, tentando entender tudo o que está na cabeça e no coração do outro e culpando a si mesmo. Muitas vezes nem o parceiro entende o que se passa dentro dele, então como é que você pode entender? Entre em você mesmo e sinta se, e como, você contribuiu para que relacionamento acabasse. Se sim, então ótimo, é uma grande oportunidade para perceber o que você fez de errado.

Mas, se você percebeu que, no fundo, não há motivo certo para que tenha acabado, que os argumentos do parceiro parecem confusos, ou fracos, se você sabe que não fez nada de errado, e que o fim, na verdade, foi fruto de dúvidas ou confusões do outro - e ele tem todo o direito de ter as dúvidas dele - , então mergulhe em você com a certeza de que você fez o seu melhor. Seja, mais do que nunca, amigo de você mesmo. Um filósofo latino, Sêneca, tem uma frase que vale lembrar: "Perguntas qual foi meu progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo."

Seu melhor amigo

Ser amigo de si mesmo é ser, acima de tudo, sincero consigo e desenvolver o amor próprio. Significa dar a si mesmo o carinho, o respeito, a compreensão que você gostaria de receber dos outros. Se este progresso fosse fácil de obter, eu certamente não estaria escrevendo este texto. Mas pode ter certeza de que é possível. E quem te diz isso não sou eu: é você mesmo. Basta você dar um tempo para si e ouvir o que seu peito diz. Você sentirá.

Eu acredito, sim, nos relacionamentos sinceros entre iguais. Mas aprendi também que o amor é como o eco: dá tanto quanto recebe. Uma relação é feita de dois, e por dois tem que ser alimentada. Como num vale, um som ecoa proporcionalmente à sua intensidade. Por isso, uma relação sincera e feliz só pode ser construída entre dois seres inteiros, íntegros, que sabem dar e receber, que respeitam a si mesmos e que sabem que só assim poderão contar com o respeito do outro. E isso não é um conto de fadas.

Se você ainda não conseguiu uma relação assim, em sintonia com o parceiro, não se julgue um desmerecedor. A filosofia oriental ensina que, quanto mais você quiser uma coisa, menos você a tem que procurar. Não custa tentar...Se você quer um amor sincero, não o procure. Esteja aberto para ele, mas sem fazer desse desejo seu combustível maior, o seu ideal de vida. Conte consigo próprio. Se estiver consciente disso, você estará muito mais preparado para um relacionamento que lhe faça alguém melhor e que conviva com o melhor que existe dentro de você.

O fim e o recomeço

Ao acabar um relacionamento - com um mínimo de civilidade e respeito, claro - , depois de baixada a poeira inicial, cabe a nós a visão que teremos de tudo o que aconteceu. Você pode cuspir no prato que comeu, guardar ressentimentos, sentir-se um perdedor por ter supostamente 'perdido' o namorado. Ou pode centrar seu olhar no aprendizado, em tudo o que você viveu de bom, e, por que não, sentir orgulho de tudo isso, da experiência que teve, continuando a respeitar o ex-parceiro como ser humano sem encará-lo como algo que você perdeu, mas sim alguém que você teve o prazer de ter em seus braços e que teve também o prazer de estar com você.

Um fim, muitas vezes, é uma valiosa chance de recomeçar. De seguir em frente, com uma nova postura, um novo olhar.

Wó Calegari
wocalegari@gmail.com

Wó Calegari

 
 

Veja Também: Assista aos vídeos!

Saindo do Armário na TV Gazeta 2010 Saindo do Armário no Fantástico 2010
youtube.com/watch?v=p9cuo_S6MGQ youtube.com/watch?v=AqnvUlF0_cM

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Apoio/Patrocínio do Armário X:

Ótimo livro que fala sobre o Homossexualismo & Homossexualidade .


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