Atire a primeira pedra quem nunca se apaixonou por um menino – ou até um homem – sem nunca ter trocado uma palavra com ele! Esse sentimento recorrente tem nome: amor platônico. " Esse nome, amor platônico, vem do livro O Banquete , do filósofo Platão que propõe que cada um de nós teria uma metade, uma alma gêmea andando por aí, com a qual nos completaríamos perfeitamente e seríamos assim felizes e plenos. Nessa busca pelo amor perfeito, a gente acaba tropeçando muitas vezes e se decepcionando com os homens que imaginamos ser a nossa alma gêmea.
De longe, eles são lindos, inteligentes e tudo mais que você fantasiar sobre sua personalidade. É aí que mora o perigo: na nossa imaginação. Quando nos relacionamos de verdade com a pessoa pelo qual nos apaixonamos, iremos aos poucos percebendo que ela é diferente do que imaginávamos.
Parece estranho que seja decepcionante finalmente conquistar aquele cara que você sempre paquerou de longe, mas isso é bem mais fácil de acontecer do que imaginamos. Sabe quando você passa as tardes sonhando situações com o seu homem ideal? Então, a realidade nunca vai ser tão perfeita quanto esses pensamentos, e aí é que você corre o risco de se frustrar e o seu “príncipe” virar um verdadeiro sapo.
É normal a gente se apaixonar uma ou duas vezes platonicamente. O que não é legal é isso se tornar uma rotina e a gente só ficar fantasiando príncipes encantados e nunca se aproximar dos meninos de verdade. Tudo bem que se apaixonar não é uma escolha deliberada, ela simplesmente acontece, mas, convenhamos, dá pra evitar se interessar por todo menino que está longe do nosso alcance. Na prática, a paixão platônica é muito dolorosa porque é um sentimento extremo da falta do ser amado.
Renato Bernardo
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