Homossexualidade
Homossexualismo & Homossexualidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Homossexualidade

Referências

homossexualidade
homossexualismo
saindo do armário
sair do armário
fora do armário
se assumir
cura da homossexualidade

 
 

Abra suas asas...

Por Gui Tronolone em 21/10/02

sair do armário não é fácil para a maioria dos gays, mas não é um bicho de sete cabeças

Outubro é o mês de sair do armário. Essa é a grande decisão na vida de um gay. Como saber se o momento é certo? Como tomar essa coragem? Mas é importante saber que a maioria dos obstáculos para isso está na cabeça do próprio gay.

O primeiro grande problema é a aceitação. É muito comum gays que não se aceitam, ou que não conseguem se chamar de gay. É um exercício muito importante. Como eu já contei aqui em outro artigo, a internet foi fundamental nesse aspecto, foi no mundo virtual que me chamei de gay pela primeira vez.

E pode ter certeza de que não foi algo traumático. Chega um momento em que você percebe que não faz sentido aquela relutância. “É o que eu sou mesmo, oras!”, um dia eu falei em frente ao espelho. Mas esse é apenas o primeiro passo. Falar para si mesmo, apesar de ser o passo mais importante, é apenas o primeiro.

O auto-preconceito é o próximo passo. Esse, sim, é terrível. O pior de tudo é que esses passos não vêm um de cada vez, como aqui nesse texto. Às vezes vêm todos de uma só vez. E o auto-preconceito quando coincide com a falta de aceitação pode causar estragos muito grandes.

Também é comum ver gays que sofrem desse preconceito contra si mesmo. “Eu não quero essa vida”, “eu não vou assumir nunca porque ninguém vai aceitar” e outras frases como essas são típicas desse tipo de gay. Mas também há casos menos explícitos. O garoto que fica envergonhado ao dizer para outra pessoa a sua orientação sexual ou o casal que não dá as mãos ou não beija em público, são apenas dois exemplos.

Vamos falar sério. Não ter vontade de beijar em público, tudo bem – ninguém é obrigado a beijar toda hora e em qualquer lugar -, mas se as razões para não beijar for a presença de outras pessoas, aí é auto-preconceito sim. Ou, pelo menos, conivência com o preconceito dos outros.

Se você não conhece, há uma lei estadual nº 10.948, de 06 de novembro de 2001 que garante aos homossexuais, bissexuais e transgêneros muitos direitos. Um deles é exatamente o direito de manifestar carinho em público. Isso significa dar as mãos, abraçar e beijar também. O segurança do shopping, o garçom do restaurante, o cara ao lado, a mãe com filhos pequenos e outros não têm o direito de mandar você parar. Faça valer esse direito, as punições são bem claras e relativamente severas.

E, finalmente, vamos falar sobre a saída do armário. A maior preocupação é, geralmente, os pais – especialmente o pai. Não é bom criar conflitos, ninguém precisa bater de frente para ser respeitado. Manter distância já é suficientemente bom.

Todos nós conhecemos muito bem os nossos pais. Dá para ir bem devagar, passo a passo sem causar grandes conflitos, para perceber qual a opinião deles sobre o assunto, tentar dar novas informações a eles, respeitar suas dúvidas.

Eu moro com a minha mãe e ela aceita muito bem. Desde o começo ela me deu abertura para contar. Eu relutei, fiquei com medo e quase perdi esse apoio tão importante. Mas acabei contando e meu namorado dorme em casa e tudo. Com o meu pai não foi tão fácil. Foram meses de tensão velada, até que ele percebeu que eu não iria deixar que ele ultrapassasse a linha da minha individualidade e ficou na dele. A gente não toca no assunto. Ele finge que não sabe e eu finjo que não sei que ele sabe. Estamos bem assim.

E é isso que todos têm que perceber: não precisa criar conflito, não precisa enfiar a sua orientação sexual goela abaixo das pessoas. Basta saber fazer que essas pessoas respeitem a sua individualidade. A orientação sexual é sua e ninguém tem que se meter nisso. Ou você fica controlando com quem os seus pais transam?

E, quanto aos seus amigos, quem não é capaz de te respeitar como você é, não pode ser considerado um amigo de verdade, por mais que você goste dele. Por isso, olho aberto para as pessoas que gostam de você pelo que elas acham que você é, e não por quem você realmente é. E lembre-se: o único responsável pela sua relação com os que te cercam é você mesmo.

Gui Tronolone
guitronolone@yahoo.com.br



Gui Tronolone

 
 

Veja Também: Assista aos vídeos!

Saindo do Armário na TV Gazeta 2010 Saindo do Armário no Fantástico 2010
youtube.com/watch?v=p9cuo_S6MGQ youtube.com/watch?v=AqnvUlF0_cM

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Apoio/Patrocínio do Armário X:

Ótimo livro que fala sobre o Homossexualismo & Homossexualidade .


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