Homossexualidade
Homossexualismo & Homossexualidade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Homossexualidade

Referências

homossexualidade
homossexualismo
saindo do armário
sair do armário
fora do armário
se assumir
cura da homossexualidade

 
 

Aceitando-se

Por Paulo Bergsten

Aceitando-se"Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder o que não dá mais pra ocultar; e eu não quero mais calar, já que o brilho desse olhar foi traidor e entregou o que você tentou conter, o que você não quis desabafar. Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar, e se perder e se achar".

A letra acima foi escrita por Gonzaguinha, e "popularizada" pela cantora Maria Bethânia. Gonzaguinha escrevia para pessoas como você e eu, que buscam se encontrar na vida. Encontros e descobertas de uma maneira geral – e, principalmente, encontros com o seu "eu" mais profundo. Nesse sentido, a descoberta da própria homossexualidade pode ser um acontecimento doloroso para muita gente. A música, entretanto, continua e parecer dizer tudo:

"Tudo aquilo que é viver, eu quero mesmo é me abrir, e que essa vida entre assim, como se fosse sol, desvirginando a madrugada, quero sentir a dor dessa manhã: nascendo, rompendo, tomando, rasgando meu corpo e, então, eu chorando, gostando, sofrendo, adorando, gritando; feito louca alucinada e criança, eu quero o meu amor se derramando. Não dá mais pra segurar. Explode coração".

Eu, Paulo, esperei 28 anos para cantar essa música. Foi a idade que tomei coragem de assumir para mim o que não dava mais pra segurar: minha homossexualidade.

Minha saga foi escrita com muita dor, dúvida e solidão – e qual o porquê de tanta demora em assumir a homossexualidade para mim mesmo? Porque não tinha consciência da minha homossexualidade; não enxergava, mas acima de tudo, negava, talvez por não poder aceitar "uma coisa dessas" comigo.

Havia também todo lance de vir de uma formação religiosa rígida... E como que foi assumir a minha homossexualidade publicamente, o famoso "sair do armário"?

No meu caso, foi justamente a minha primeira relação sexual com uma pessoa do mesmo sexo, aos 28 anos de idade. A partir daí, duas pessoas "sabiam de mim": eu e ele, meu primeiro parceiro e namorado.

Após o término desse relacionamento, tive outros parceiros e fiz novas amizades com pessoas gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais. Em pouco tempo, já tinha assumido para "muita gente" o meu segredo, umas dez pessoas, talvez. De um em um, eu fui me aceitando melhor, e, no boca a boca (literalmente), eu fui sendo gay.

Fui gostando da brincadeira de "sair do armário". Criei coragem para contar para amigos heterossexuais e para familiares. Foi tudo extremamente complexo e simples, sem pressa, sem pressão externa, devagar e sempre, eu fui saindo do armário. Agora, estou aqui, escrevendo. Já pensou o que vão dizer um monte de gente que ainda não sabia de mim?

Para quem está em sofrimento por causa de se descobrir homossexual, segue assim alguns conselhos:

1) Assuma os seus desejos para si mesmo e pare de sofrer desnecessariamente.

2) Não tenha pressa. Faça amizades. Viva sua sexualidade. Não se isole. Não se culpe.

3) sair do armário para todo mundo não é algo obrigatório e muito menos necessário. Você decide o momento e as pessoas.

4) Quando "descobrem", a agonia às vezes é grande, mas há males que vêm para bem.

Não seja apenas espectador da vida.

Paulo Bergsten é também colunista do Espaço Gls (www.espacogls.com).
pbmendes@uol.com.br

Paulo Bergsten

 
 

Veja Também: Assista aos vídeos!

Saindo do Armário na TV Gazeta 2010 Saindo do Armário no Fantástico 2010
youtube.com/watch?v=p9cuo_S6MGQ youtube.com/watch?v=AqnvUlF0_cM

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Apoio/Patrocínio do Armário X:

Ótimo livro que fala sobre o Homossexualismo & Homossexualidade .


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